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riscos_e_rabiscos

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O Mundo é Mesmo Pequeno.

Há uma moça que mora aqui para os meus lados que também apanha o mesmo autocarro que eu quando vou para a escola. Como é um autocarro que transporta sempre as mesmas pessoas, acabamos por nos conhecer todos, mesmo que não nos falemos. O nosso elo de ligação acabam por ser os motoristas que são quase sempre os mesmos e de quem vamos sabendo os nomes.
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Na altura da Páscoa, vi a tal moça, enquanto esperávamos a chegada do autocarro, a coser umas coisas em feltro. Pelo que pude ver, pareceram-me uns coelhinhos. Fiquei a pensar naquilo e para que seriam, se eram para oferecer, se para vender. Se ela trabalha nalguma escola e seria para os miúdos... A verdade é que nunca descobri e também nunca mais a vi com nada destas coisas.
Reparei, no entanto, que ela olha muito para as minhas mãos, ou pulsos ou peito. Calculei que fosse por gostar das bijuterias que faço e uso.
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Hoje, ao publicar algumas novidades no meu facebook, reparei numa foto de uma amiga minha. Detive-me a olhar para aquela foto, com a sensação de que aquela cara não me era estranha... E não era mesmo! Naquela foto aparecia a tal moça que apanha o autocarro todos os dias comigo e que, afinal, também se dedica ao artesanato. Daí os coelhinhos e o observar-me com tanta atenção. Quando estamos envolvidos em determinadas coisas, estamos sempre mais alerta e observadores para esse tipo de coisas.
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Quem diria que eu iria encontrar a tal moça no meu facebook e através de uma amiga que é de bem longe de Lisboa? O mundo é realmente bem pequeno...

Ooops!... Sorry!

Hoje fui ao meu colégio do buraco financeiro tentar saber qual iria ser o meu horário no próximo ano lectivo e tomar um cafezinho com uma colega minha amiga que se vai embora de lá.

 

Fui e vim de transportes, como sempre, mas diga-se de passagem que hoje andavam todos atrofiados. Não sei se é de ser 6ª feira ou se é de ainda se respirar uma brisa a férias.

 

À vinda para casa, vinha o bus cheio. Vislumbrei um lugarzinho e, com delicadeza, pedi licença para passar. O que eu não sabia é que a minha companheira de viagem, era uma menina daquelas que tem a peida (desculpem a expressão) pesada.

 

Em vez de V. Exa. levantar o respectivo backside, não, rodou apenas os palitos, quer dizer, as pernas para o lado. Assim que eu dei um passo em frente, o bus arranca! Pois claro que dei uma mini pisadela, de raspão, à Sodona heavy backside. Ela fez uma expressão de incredulidade soltando um “ah” e eu desfiz-me em desculpas a que ela nem respondeu.

 

Lá fui eu encolhida no meu lugar, a congelar com o ar condicionado do bus. E só então reparei que a Sodona heavy backside não se conseguia mexer do lugar devido ao calhamaço – entenda-se livro -que trazia no colo a ler. Cheguei à conclusão que ela não se tinha conseguido levantar devido ao peso do livro. Eu explico: a Sodona heavy backside era tão fininha que um livrito de 300 páginas era mais pesado do que ela!

 

E ainda por cima tinha uma pose de Sodona lady: pernas cruzadas e muito direitinha no banco. Imaculada! Mas o que estragava tudo era a posição. Ou a moça tinha falta de pontaria ou era torta de natureza. É que os palitos, quer dizer pernas, e os pés em vez de se alinharem com o corpo e apontarem para a frente, estavam em diagonal, ocupando metade do “largo” corredor traseiro do bus da carris. É claro que todas as pessoas tropeçaram nela.

 

Agora pergunto eu: será que a moça tinha falta de pontaria ou era torta de natureza? Numa hipótese mais rebuscada, será que ela tinha falta de “contacto” humano?